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Archive for Outubro, 2011

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Hoje pela escola…

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O Prémio Nobel da Medicina é atribuído, em 1949, ao médico, professor e investigador português António Caetano de Abreu Freire  Egas Moniz (1874-1955)  que o partilha com Walter Hess (1881-1973), pela “sua descoberta do valor terapêutico da leucotomia em certas psicoses”.

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Pablo Picasso nasceu em Málaga, a 25 de outubro de 1881.

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A 24 de Outubro de 1836 nasceu, no Porto, RAMALHO ORTIGÃO , escritor e polemista português (m. 1915)
Viveu a sua infância numa quinta do Porto com a avó materna, com a educação a cargo de um tio-avô e padrinho Frei José do Sacramento. Em Coimbra, frequentou brevemente o curso de Direito, começando a trabalhar como professor de francês no colégio da Lapa, no Porto, de que seu pai era director, e onde ensinou, entre outros, Eça de Queirós e Ricardo Jorge. Por essa altura, iniciou-se no jornalismo colaborando no Jornal do Porto.
Ainda no Porto, envolveu-se na Questão Coimbrã com o folheto “Literatura de hoje”, acabando por enfrentar Antero de Quental num duelo de espadas, a quem apodou de cobarde por ter insultado o velho António Feliciano de Castilho. Ramalho ficou fisicamente ferido no duelo travado, em 6 de Fevereiro de 1866, no Jardim de Arca d’Água.
No ano seguinte, em 1867, visitou a Exposição Universal em Paris, de que resultou o livro “Em Paris”, primeiro de uma série de livros de viagens. Insatisfeito com a sua situação no Porto, mudou-se para Lisboa com a família.
Reencontrou em Lisboa o seu ex-aluno Eça de Queirós e com ele escreve um “romance execrável” (classificação dos autores no prefácio de 1884): “O Mistério da Estrada de Sintra” (1870). No mesmo ano, Ramalho Ortigão publicou ainda “Histórias cor-de-rosa” e iniciou a publicação de “Correio de Hoje” (1870-71). Em parceria com Eça de Queirós, surgiram, em 1871, os primeiros folhetos de “As Farpas”, de que veio a resultar a compilação em dois volumes sob o título “Uma Campanha Alegre”. Em finais de 1872, quando Eça de Queirós partiu para Havana para ocupar o seu primeiro cargo consular no estrangeiro, Ramalho Ortigão continuou a redigir “As Farpas” sozinho.
Entretanto, Ramalho Ortigão tornara-se uma das principais figuras da chamada Geração de 70 que, numa primeira fase, pretendia aproximar Portugal das sociedades modernas europeias, cosmopolitas e anticlericais. Porém, desiludidos o progresso material voltaram-se, numa segunda fase, para as raízes de Portugal e para o programa de um “reaportuguesamento de Portugal”. É desta segunda fase a constituição do grupo “Os Vencidos da Vida”, do qual fizeram parte, além de Ramalho Ortigão, o Conde de Sabugosa, o Conde de Ficalho, Marquês de Soveral, Conde de Arnoso, Antero de Quental, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Carlos Lobo de Ávila, Carlos de Lima Mayer e António Cândido. À intelectualidade proeminente da época juntava-se a nobreza, num último esforço para restaurar o prestígio da Monarquia, tendo o Rei D. Carlos I sido significativamente eleito por unanimidade “confrade suplente do grupo”.
Na sequência do assassínio do Rei, em 1908, Ramalho Ortigão escreveu “D. Carlos o Martirizado”. Com a implantação da República, em 1910, pediu imediatamente a Teófilo Braga a demissão do cargo de bibliotecário da Real Biblioteca da Ajuda, escrevendo-lhe que se recusava a aderir à República “engrossando assim o abjecto número de percevejos que de um buraco estou vendo nojosamente cobrir o leito da governação”. Saiu em seguida para um exílio voluntário em Paris, onde começou a escrever as “Últimas Farpas” (1911-1914) contra o regime republicano. O conjunto de “As Farpas”, mais tarde reunidas em quinze volumes, a que há que acrescentar os dois volumes das Farpas Esquecidas, e o referido volume das Últimas Farpas, foi a obra que mais o notabilizou por estar escrita num português muito rico, com intuitos pedagógicos, sempre muito crítico e revelando fina capacidade de observação. Eça de Queirós escreveu que Ramalho Ortigão, em As Farpas, “estudou e pintou o seu país na alma e no corpo”.

Fonte: Claque dos Autores

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