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Archive for Novembro, 2011

Em 1 de Dezembro de 1640, termina o período de 60 anos em que o Reino de Portugal, foi governado pela dinastia de origem austríaca dos Habsburgos, com o fim do reinado de D.Filipe III.

(Continuar a ler AQUI)

Para assinalar esta data, os alunos do 12º O fizeram umas pequenas encenações, ao longo do dia, pela escola.

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(Desenhos do Rui)

José Maria Eça de Queirós nasce a 25 de Novembro de 1855 numa casa da praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro administrativo da cidade. Filho natural do magistrado José Maria de Almeida Teixeira de Queiroz e D. Carolina Augusta Pereira de Eça, é registado como filho de mãe incógnita. Baptizado em Vila do Conde, viverá até 1855 em Verdemilho, em casa dos avós paternos, apesar de o casamento dos seus pais se ter realizado quatro anos depois do seu nascimento.

Faz os primeiros estudos no Colégio da Lapa, no Porto, dirigido pelo pai de Ramalho Ortigão.

Em 1861, aos 16 anos, increve-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, cidade onde conhece Teófilo Braga e Antero de Quental.

Em 1866, ano da sua licenciatura, inicia a publicação de folhetins na “Gazeta de Portugal”. Estes serão publicados após a sua morte em livro, com o título “Prosas Bárbaras”. Ainda no mesmo ano, parte para Évora para fundar e dirigir um jornal de oposição.

No ano seguinte, Eça de Queirós regressa a Lisboa e dá início à sua actividade como advogado. É fundado o Cenáculo de que fazem parte, além de Eça, Ramalho Ortigão, José Fontana e Oliveira Martins.

Três anos mais tarde, assiste à inauguração do Canal do Suez. E, em 1870, é nomeado administrador do conselho de Leiria. Em conjunto com Ramalho Ortigão, dá início à publicação de “O Mistério da Estrada de Siontra”, em folhetim publicado no Diário de Notícias. Em Setembro do mesmo ano concorre ao lugar de cônsul de 1ª classe e fica em primeiro lugar.

No ano seguinte, 1871, começa a publicação de “As Farpas” com Ramalho Ortigão. Pouco tempo depois, Eça é nomeado cônsul de 1ª classe nas Antilhas, tendo sido colocado em Havana, onde fica cerca de dois anos. Quando sai de Cuba, faz uma viagem pelos Estado Unidos, Canadá e América Central.

Em 1874, é publicado o conto “Singularidades de uma Rapariga Loira” no “Diário de Notícias” e no ano seguinte é publicado “O Crime do Padre Amaro”, na revista “Ocidental”. Entretanto, Eça de Queiroz foi colocado em Newcastle-upon-Tyne, onde termina o livro “O Primo Basílio”.

Em 1877 e 78, o escritor publica as “Cartas de Inglaterra” no jornal “A Actualidade”, da cidade do Porto. Em 1883, é eleito sócio correspondente da Academia Real das Ciências. No mesmo ano refaz “O Mistério da Estrada de Sintra” e terá terminado o manuscrito de “Alves & Cia”.

Eça de Queirós casa no ano de 1886 com Emília de Castro Pamplona (Resende); em 1888 é nomeado côncul de Paris e publica a 1ª edição de “Os Maias”.

Em 1890, publica o 1º volume de “Uma Campanha Alegre”, compilação da sua parte de “As Farpas”. No ano seguinte traduz “As Minas de Salomão”, de Henry Rider Haggard.

A “Revista Moderna” começa a ser editada em Paris, 1897, com a publicação dos contos “A Perfeição” e “José Matias” nos dois primeiros números. A partir de Novembro, número dedicado a Eça de Queirós, a mesma revista publica “A Ilustre Casa de Ramires”. No ano seguinte, publica “O Suave Milagre”.

Eça de Queirós morre em Paris, a 16 de Agosto de 1900, vitima de doença prolongada.

(Fonte: Sapo Saber)

NOTA: Podes descarregar aqui, gratuitamente, as obras de Eça de Queirós: Domínio Público e ler aqui mais sobre o escritor: Biblioteca Nacional

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Lágrima de Preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

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Poema para Galileu

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.

Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileu! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios).

Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… Eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileu Galilei!

Olha. Sabes? Lá na Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.

Eu queria agradecer-te, Galileu,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar – que disparate, Galileu!
– e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação –
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileu?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.

Estava agora a lembrar-me, Galileu,
daquela cena em que tu estavas centado num escabelo
e tinhas à tua frente
um guiso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.

Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se estivesse tornando um perigo
para a Humanidade
e para a civilização.

Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscava os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas – parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.

E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.

E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e escrevias
para eterna perdição da tua alma

Ai, Galileu!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo,
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andava a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilômetros por segundo.

Tu é que sabias, Galileu Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.

Por isso, estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto enacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão direta dos quadrados dos tempos.

António Gedeão

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A 24 de Novembro de 1906, nasce, em Lisboa, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, professor, investigador e poeta.

Como pedagogo, foi autor de inúmeras obras de divulgação científica e, como poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão, escreveu inúmeros poemas, muitos deles imortalizados em canções que todos nós trauteamos.

Hoje é um bom dia para relembrar a sua poesia

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