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Não posso adiar o amor

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração.

(António Ramos Rosa)

António Victor Ramos Rosa (Faro, 17 de Outubro de 1924), é um poeta português, ainda reconhecido como desenhador.

Ramos Rosa estudou em Faro, não tendo acabado o ensino secundário por questões de saúde. Em 1958 publica no jornal «A Voz de Loulé» o poema “Os dias, sem matéria”. No mesmo ano sai o seu primeiro livro «O Grito Claro», n.º 1 da colecção de poesia «A Palavra», editada em Faro e dirigida pelo seu amigo e também poeta Casimiro de Brito. Ainda nesse ano inicia a publicação da revista «Cadernos do Meio-Dia», que em 1960 encerra a edição por ordem da polícia política.

Fonte: Wikipedia

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Manuel da Fonseca nasceu no dia 15 de outubro de 1911 e é o autor deste conhecido fado interpretado por Adriano Correia de Oliveira.

Tejo que levas as águas

Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar

Lava-a de crimes espantos
de roubos, fomes, terrores,
lava a cidade de quantos
do ódio fingem amores

Leva nas águas as grades
de aço e silêncio forjadas
deixa soltar-se a verdade
das bocas amordaçadas

Lava bancos e empresas
dos comedores de dinheiro
que dos salários de tristeza
arrecadam lucro inteiro

Lava palácios vivendas
casebres bairros da lata
leva negócios e rendas
que a uns farta e a outros mata

Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar

Lava avenidas de vícios
vielas de amores venais
lava albergues e hospícios
cadeias e hospitais

Afoga empenhos favores
vãs glórias, ocas palmas
leva o poder dos senhores
que compram corpos e almas

Leva nas águas as grades

Das camas de amor comprado
desata abraços de lodo
rostos corpos destroçados
lava-os com sal e iodo

Tejo que levas nas águas

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Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, no dia 15 de Outubro de 1922.

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Karaoke para a despedida

Pode quase dizer-se que vamos todos de férias, embora isso não seja totalmente verdade (mas é quase!). De qualquer das formas, para a maioria é mesmo assim.

Por isso, depois da actividade Um Livro Acontece e das reuniões finais, houve um momento de lazer que teve um pouco de tudo, mas, principalmente, muita emoção. São muitos os professores que, depois de vários anos nesta escola, foram agora colocados noutra ou nem sequer tiveram colocação. Aguarda-os – e a nós, que somos seus amigos – um Agosto de inquietação pela incerteza relativamente ao futuro. Mas nós acreditamos que tudo há-de ficar bem!…

Então, BOAS FÉRIAS! Encontramo-nos todos em Setembro…

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O fim da festa…

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A 10 de Maio de 1913, nasceu em Lisboa um dos maiores divulgadores e declamadores de poesia –  João Villaret.

Este grande actor deixou-nos, entre muitas outras, a excelente declamação do poema de José Régio, Cântico Negro:

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Dia da Europa

O “Dia da Europa”, comemorado a 9 de Maio, nasceu no Conselho Europeu de Milão, de 28 e 29 de Junho de 1985 e foi celebrado pela primeira vez em 1986.

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