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Paul Jackson Pollock, 28 de janeiro de 1912 – 11 de agosto de 1956.

E que tal, fazermos de Jackson Pollock?

O site PhotoFidelity publicou há algum tempo uma lista de 20 ebooks gratuitos sobre fotografia, que entretanto foi atualizando e que já totaliza quase três dezenas, e entre os quais se inclui este Ultimate Field Guide to Photography da National Geographic’s.

(Retirado daqui)

O 7ºA e respetivo Conselho de Turma vão organizar no próximo dia 14 de Fevereiro, pelas 13.30h, na nossa biblioteca, a actividade “A Teia da Amizade”. Trata-se de uma atividade que envolve os docentes e alunos desta turma e pretende promover os valores da amizade, do amor, da afectividade e da solidariedade. No dia em que o “amor anda no ar” (dia dos namorados), nunca será demais relembrar que o amor pode manifestar-se das mais variadas formas, desde que o respeito pelo outro nunca seja posto em causa.

É hoje a inauguração de Guimarães Capital Europeia da Cultura.

Vale a pena ir vendo a agenda e aproveitando os espetáculos e começar logo hoje com La Furia dels Bau.

 

Para saber mais sobre Guimarães, consultar este GUIA VISÃO

E que tal visitá-lo, navegando pela  Fundação Eugénio de Andrade, lendo e ouvindo algumas das palavras que nos deixou?

 

O projeto «Dormir+ para Ler Melhor» resulta de uma parceria entre o Centro de Electroencefalografia e Neurofisiologia Clínica e o Plano Nacional de Leitura e visa a promoção da leitura, considerando-se a relação dos benefícios que a qualidade de sono de crianças e jovens traz para que leiam melhor e aumentem o seu sucesso escolar. Neste quadro, torna-se também imprescindível consciencializar os adultos da necessidade de ajudarem as crianças e os jovens a adotarem comportamentos favoráveis à regulação do sono, pelo que os docentes dos estabelecimentos de educação e de ensino poderão inscrever-se em sessões de formação, desenvolvidas por responsáveis do Centro supracitado. Para mais informações sobre este projeto aconselha-se a visita do site Escolas, no portal do PNL, que pode ser acedido aqui.

A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Leitura promovem, em 2011.12, a 1ª edição do concurso Ler em Português, com o intuito de promover a utilização da Língua Portuguesa, aumentar as práticas de leitura e aprofundar a troca de experiências entre alunos e professores portugueses e norte-americanos.

Mais informações ou esclarecimentos sobre o concurso Ler em Português podem ser consultadas no sítio www.lerportugues.net ou solicitadas, por correio eletrónico, para info@lerportugues.net.

A equipa da BE lançou a formação “Literacia da informação”, destinada a todos os alunos do 10º ano. Com esta formação, pretende-se dotar os nossos alunos de capacidades e instrumentos que lhes permitam melhor aceder, tratar, validar e comunicar a informação. As inscrições ficam a cargo do diretor de cada turma e devem ser feitas na biblioteca.

Arte Moderna

O site do  museu Guggenheim de Nova Iorque oferece aos seus visitantes uma coleção de 65 ebooks sobre arte moderna e que abrange desde catálogos de exposições realizadas no museu a ensaios sobre a obra de determinados artistas.

(Fonte: Ler ebooks)

À distância de um clique, milhares de documentos podem ser consultados, nesta Biblioteca Digital Mundial, um link a ser guardado nos favoritos e a ser consultado frequentemente…

Consultar: Inscrições e informações

Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Leitura lançam, em 2011.12, a 1ª edição do concursoLer em Português, com o intuito de promover a utilização da Língua Portuguesa, aumentar as práticas de leitura e aprofundar a troca de experiências entre alunos e professores portugueses e norte-americanos. (mais AQUI)

 

Considerando a relevância da religião no processo de construção identitária e de integração das várias comunidades, o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural – ACIDI e a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial – CICDR promovem o Concurso de Fotografia: Portugal – Múltiplas Vivências de Fé.

O concurso tem como finalidade eleger fotografias que documentem qualquer prática de fé, símbolo, estrutura ou artefacto que ajude a ilustrar como os portugueses ou estrangeiros residentes em território nacional expressam as suas crenças religiosas.

O envio das participações deverá ser efectuado até dia 2 de março de 2012, preferencialmente para o endereço electrónico: concursofotografia@acidi.gov.pt ou para a morada: Rua Álvaro Coutinho, 14 1150-025 Lisboa.

A atribuição dos prémios, cujos valores variam entre 500,00 e 150,00 euros, terá lugar no dia 21 de março de 2012, por ocasião de um seminário alusivo às celebrações do Dia Internacional de Luta Pela Eliminação de todas as formas de Discriminação Racial.

Participa! (Regulamento e declaração de participação no Concurso AQUI)


As obras em desque na nossa biblioteca.

Al Berto, (Coimbra, 11 de Janeiro de 1948 – Lisboa, 13 de Junho de 1997), poeta, pintor, editor e animador cultural português.

Não tarda muito, os exames estão aí à porta.

Ver ou rever: Informações relativas aos exames nacionais e às provas finais – ano letivo de 2011/2012

O serviço educativo da Tapada Nacional de Mafra tem vindo a publicar um conjunto de pequenos ebooks em pdf sobre a fauna existente no parque.

Até ao momento, foram já publicados três títulos:MamíferosRépteis e Anfíbios. Para breve, está prevista a edição de um ebook sobre aves.

Profusamente ilustrados, os ebooks são uma boa forma de conhecer melhor a Tapada ou de preparar uma visita.

(Fonte: Ler ebooks)

A 10 de Janeiro de 1926, nasce, em Lisboa, o pintor português Júlio Pomar. A intervenção plástica que realizou para Estação do Alto dos Moinhos do Metropolitano de Lisboa é, sem dúvida alguma, a sua obra mais conhecida. Milhares de utentes do Metropolitano apreciam, diariamente, os seus desenhos representativos de quatro dos maiores nomes das letras portuguesas: Camões, Bocage, Fernando Pessoa e Almada Negreiros.

(Fonte: O Leme)

NOTA – Para conhecer melhor este grande génio da nossa pintura, ler a entrevista que deu ao Expresso, onde faz um balanço da sua vida :

“Emprenhei sempre pelos olhos, nunca pelos ouvidos”

A equipa da BE, num esforço de maior articulação curricular e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, tem vindo a lançar um conjunto de recursos que poderão ser utilizados nas mais variadas actividades pedagógicas.

Trata-se dos guiões “Guião de pesquisa”, “Pesquisa online” e “Como tirar apontamentos”.

Estes recursos estão disponíveis na documentação do site da  Biblioteca Escolar.

 O Prémio Literário D. Dinis, instituído pela Fundação da Casa de Mateus, foi atribuído por unanimidade à escritora Maria Teresa Horta pelo romance “As Luzes de Leonor”, disse à agência Lusa fonte ligada à organização do galardão.

(Ler notícia completa no Público)

Sarau do Natal 2011

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Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um excerto:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 10.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 4 concertos esgotados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Estamos tão perto uns dos outros. Somos contemporâneos, podemos juntar-nos na mesma frase, conjugarmo-nos no mesmo verbo e, no entanto, carregamos um invisível que nos afasta. Ouvimos os vizinhos de cima a arrastarem cadeiras, a atravessarem o corredor com sapatos de salto alto, a sua roupa molhada pinga sobre a nossa roupa a secar; ouvimos a voz dos vizinhos de baixo, dão gargalhadas, a nossa roupa molhada pinga sobre a roupa deles a secar; cheiramos as torradas dos vizinhos do lado, ouvimo-los a chamar o elevador e, no entanto, o nosso maior problema não é apenas não nos reconhecermos na rua. O nosso problema grande é estarmos convencidos que os problemas deles não nos dizem respeito. A nossa tragédia é acharmos que não temos nada a ver com isso.
Há três ou quatro anos, caminhava com um conhecido no aeroporto. De repente, ouviu-se um estalido. Ele agarrou-se ao peito com as duas mãos, caiu de joelhos e, pálido, esperou por morrer. Não morreu. Tinha-lhe rebentado um isqueiro no bolso da camisa. Aliviado, encostado a um balcão, a beber um copo de água, explicou que esse ardor repentino e esse susto pareceram-lhe um ataque cardíaco. Nunca tinha tido um ataque cardíaco antes, por isso confiou em descrições vagas, a que nunca tinha realmente prestado muita atenção.
Há alguns anos também, talvez um pouco mais do que três ou quatro, tinha acabado de participar num jantar cordial, reconfortante. Toda a gente estava bem disposta, à porta dos anfitriões, longa despedida, graças, à espera de táxi. De repente, tocou o telefone de um senhor com quem tinha estado a conversar durante todo o serão. Ninguém reparou nesse telefonema até ao momento em que o senhor começou a chorar convulsivamente. Ficámos todos a olhar sem saber como chegar até ele. Tínhamos braços, estendíamo-los na sua direcção, mas continuavam distantes.
Irritamo-nos com a existência uns dos outros. Fazemos sinais de luzes àquele homem com setenta anos, num carro dos anos setenta, que anda a setenta quilómetros por hora na auto-estrada. Contrariados, esperamos por aquela pessoa que atravessa a passadeira, enchemos as bochechas de ar e sopramos. Impacientes, batemos no volante. Daí a minutos, depois de estacionarmos o carro, somos essa pessoa a atravessar a passadeira. Da mesma maneira, daqui a algum tempo, não muito, seremos esse homem com setenta, dos setenta, a setenta. O tempo passa. Se deitarmos lixo para o chão, alguém o apanhará.
Um amigo que teve um AVC, que passou por uma reabilitação profunda, que enfrentou a morte e a paralisia, depois de anos de fisioterapia, depois de esforço gigante e sofrimento gigante, falou-me da forma como esse susto muda tudo. Passa-se a apreciar aquilo que realmente importa. A imensa maioria das preocupações transformam-se em luxos ridículos, desprezíveis, alimentados pela cegueira. Após essa experiência de quase morte, ganha-se uma nitidez invulgar, que, no entanto, esteve sempre lá. Para percebê-la, bastava levar a sério a promessa de transitoriedade de tudo e, também, levar a sério essa palavra, esse planeta: o amor. Ao ouvi-lo, fui capaz de entender aquilo que dizia. Depois, também fui capaz de entender quando me disse: mas, sabes, ao fim de algum tempo, esquecemo-nos, voltamos a tomar tudo por garantido e voltamos a cometer os mesmos erros.
Repito para mim próprio: estamos tão perto uns dos outros. Não há nenhum motivo para acreditarmos que ganhamos se os outros perderem. Os outros não são outros porque levam muito daquilo que nos pertence e que só pode existir sendo levado por eles. Eles definem-nos tanto quanto nós os definimos a eles. Eles são nós. Eles somos nós. Se tivermos essa consciência, podemos usar todo o seu tamanho. Mesmo que pudéssemos existir sozinhos, de olhos fechados, com os ouvidos tapados, seríamos já bastante grandes, mas existe algo muito maior do que nós. Fazemos parte dessa imensidão. Somos essa imensidão que, vista daqui, parece infinita.

José Luís Peixoto, in revista Visão (Dezembro 2011)

Eduardo Lourenço, ensaísta, filósofo, professor universitário, administrador não executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, é o eleito do Prémio Pessoa de 2011
No 25.º ano do Prémio Pessoa, uma iniciativa do Expresso em colaboração com a Caixa Geral de Depósitos, o júri presidido por Francisco Pinto Balsemão distinguiu Eduardo Lourenço, de 88 anos, pelo seu trabalho de reflexão crítica ao longo de mais de meio século.
A reedição da obra completa do ensaísta e filófoso, pela Fundação Calouste Gulbenkian (em 38 volumes), foi o motivo mais imediato para a atribuição do prémio, segundo o semanário Expresso.

Fonte: Fundação Calouste Gulbenkian

(Notícia AQUI)

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«O Retábulo das Maravilhas», de Jacques Prévert, foi representado na biblioteca da nossa escola, pelos alunos do 10º L e  conta uma história sobre a vaidade e a hipocrisia humana, num espectáculo recheado de humor negro.

Para criar a obra «o Retábulo das Maravilhas», Prévert inspirou-se no conto «Le Tableau des Merveilles», de Cervantes, onde é explorada a ideia do «Rei vai Nu».

Neste caso, em vez de um fato invisível, o elemento central é um painel vazio, onde supostamente passam imagens que só os justos e virtuosos podem ver.

É um «espectáculo» promovido por um bando de «artistas» nómadas, para entreter as pessoas ilustres de uma pequena vila. Apesar de nada ver, a assistência finge espantar-se com as maravilhas descritas pelo líder do bando, para não admitir as suas fraquezas e defeitos.

24ª Edição

- FEIRINHA DA UNICEF (Barraquinha de Madeira)

- PROJETO C.A.S.A. (Barraquinha de Madeira) Recolha de cobertores, calçado e vestuário - Voluntariado – Sem Abrigo (PORTO)

 NATAL SOLIDÁRIO (Barraquinha de Madeira) Recolha de produtos alimentares não perecíveis — para alunos da nossa escola carenciados
- 1 LIVRO ACONTECE - Era uma vez… Palestra: «A centralidade da pedagogia dos valores: a educação para a individualidade e para a cidadania» com Dr. Márcio Meireles – 13 de Dezembro pelas 15h20min. na Biblioteca Escolar.
- SARAU DE NATAL – 16 de Dezembro na Casa das Artes pelas 21h.

‎1 Livro Acontece…, na próxima terça-feira (dia 13 de dezembro), pelas 15.20h, na biblioteca escolar, com o tema «Era uma vez…»
Vamos contar histórias, falar sobre contos (Dr. Márcio Meireles), representá-los e, no fim, ainda há uma pequena oferta para todos.
Tal como num… conto de fadas!!!

Ler aqui: Declaração Universal dos Direitos Humanos

…  que nasceu e morreu a 8 de Dezembro (1894 – 1930).

Ver mais AQUI e AQUI.

Imagine…

John Lennon, autor deste grande Hino pela Paz, foi assassinado a 8 de Dezembro de 1980.

Imagine there’s no heaven
It’s easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say
I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope some day
You’ll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say,
I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope some day
You’ll join us
And the world will live as one

TRADUÇÃO:
Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje
Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que lutar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz
Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
você se juntará a nós
E o mundo será como um só
Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de humana
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo
Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só
Hoje é dia de lembrar José Carlos ARY dos SANTOS, que nasceu a 7 de Dezembro de 1937, (m. 1984), poeta e declamador português.
Proveniente de uma família da alta burguesia, com antepassados aristocratas, estudou no Colégio de São João de Brito, em Lisboa, onde foi um dos primeiros alunos. Após a morte da mãe, vê publicados pela mão de familiares, alguns dos seus poemas. Tinha catorze anos e viria, mais tarde, a rejeitar esse livro. Ary dos Santos revelaria, verdadeiramente, as suas qualidades poéticas em 1954, com dezasseis anos de idade. Chegou ao grande público através da música nas vezes que concorreu ao Festival RTP da Canção, sob pseudónimo, como exigia o regulamento. Classificar-se-ia em primeiro lugar com as canções Desfolhada Portuguesa (1969), com interpretação de Simone de Oliveira, Menina do Alto da Serra (1971), interpretada por Tonicha, Tourada (1973) e Portugal no Coração (1977), interpretações do conjunto Os Amigos. Após o 25 de Abril, tornou-se um ativo dinamizador cultural de esquerda, percorrendo o país de lés a lés. No Verão Quente de 1975, juntamente com militantes da UDP e de outras forças radicais, envolveu-se no assalto à Embaixada de Espanha, em Lisboa.
Autor de mais de seiscentos poemas para canções, Ary dos Santos fez no meio muitos amigos. Gravou, ele próprio, textos ou poemas de e com muitos outros autores e intérpretes. Notabilizou-se também como declamador, tendo gravado um duplo álbum que contém O Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira. À data da sua morte tinha em preparação um livro de poemas intitulado As Palavras das Cantigas, onde era seu propósito reunir os melhores poemas dos últimos quinze anos, e um outro intitulado Estrada da Luz – Rua da Saudade, que pretendia ser uma autobiografia romanceada.

É sempre bom lembrar…

E informar-se: AQUI, por exemplo.

Em 1 de Dezembro de 1640, termina o período de 60 anos em que o Reino de Portugal, foi governado pela dinastia de origem austríaca dos Habsburgos, com o fim do reinado de D.Filipe III.

(Continuar a ler AQUI)

Para assinalar esta data, os alunos do 12º O fizeram umas pequenas encenações, ao longo do dia, pela escola.

(Desenhos do Rui)

José Maria Eça de Queirós nasce a 25 de Novembro de 1855 numa casa da praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro administrativo da cidade. Filho natural do magistrado José Maria de Almeida Teixeira de Queiroz e D. Carolina Augusta Pereira de Eça, é registado como filho de mãe incógnita. Baptizado em Vila do Conde, viverá até 1855 em Verdemilho, em casa dos avós paternos, apesar de o casamento dos seus pais se ter realizado quatro anos depois do seu nascimento.

Faz os primeiros estudos no Colégio da Lapa, no Porto, dirigido pelo pai de Ramalho Ortigão.

Em 1861, aos 16 anos, increve-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, cidade onde conhece Teófilo Braga e Antero de Quental.

Em 1866, ano da sua licenciatura, inicia a publicação de folhetins na “Gazeta de Portugal”. Estes serão publicados após a sua morte em livro, com o título “Prosas Bárbaras”. Ainda no mesmo ano, parte para Évora para fundar e dirigir um jornal de oposição.

No ano seguinte, Eça de Queirós regressa a Lisboa e dá início à sua actividade como advogado. É fundado o Cenáculo de que fazem parte, além de Eça, Ramalho Ortigão, José Fontana e Oliveira Martins.

Três anos mais tarde, assiste à inauguração do Canal do Suez. E, em 1870, é nomeado administrador do conselho de Leiria. Em conjunto com Ramalho Ortigão, dá início à publicação de “O Mistério da Estrada de Siontra”, em folhetim publicado no Diário de Notícias. Em Setembro do mesmo ano concorre ao lugar de cônsul de 1ª classe e fica em primeiro lugar.

No ano seguinte, 1871, começa a publicação de “As Farpas” com Ramalho Ortigão. Pouco tempo depois, Eça é nomeado cônsul de 1ª classe nas Antilhas, tendo sido colocado em Havana, onde fica cerca de dois anos. Quando sai de Cuba, faz uma viagem pelos Estado Unidos, Canadá e América Central.

Em 1874, é publicado o conto “Singularidades de uma Rapariga Loira” no “Diário de Notícias” e no ano seguinte é publicado “O Crime do Padre Amaro”, na revista “Ocidental”. Entretanto, Eça de Queiroz foi colocado em Newcastle-upon-Tyne, onde termina o livro “O Primo Basílio”.

Em 1877 e 78, o escritor publica as “Cartas de Inglaterra” no jornal “A Actualidade”, da cidade do Porto. Em 1883, é eleito sócio correspondente da Academia Real das Ciências. No mesmo ano refaz “O Mistério da Estrada de Sintra” e terá terminado o manuscrito de “Alves & Cia”.

Eça de Queirós casa no ano de 1886 com Emília de Castro Pamplona (Resende); em 1888 é nomeado côncul de Paris e publica a 1ª edição de “Os Maias”.

Em 1890, publica o 1º volume de “Uma Campanha Alegre”, compilação da sua parte de “As Farpas”. No ano seguinte traduz “As Minas de Salomão”, de Henry Rider Haggard.

A “Revista Moderna” começa a ser editada em Paris, 1897, com a publicação dos contos “A Perfeição” e “José Matias” nos dois primeiros números. A partir de Novembro, número dedicado a Eça de Queirós, a mesma revista publica “A Ilustre Casa de Ramires”. No ano seguinte, publica “O Suave Milagre”.

Eça de Queirós morre em Paris, a 16 de Agosto de 1900, vitima de doença prolongada.

(Fonte: Sapo Saber)

NOTA: Podes descarregar aqui, gratuitamente, as obras de Eça de Queirós: Domínio Público e ler aqui mais sobre o escritor: Biblioteca Nacional

Lágrima de Preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

 

Poema para Galileu

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.

Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileu! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios).

Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… Eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileu Galilei!

Olha. Sabes? Lá na Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.

Eu queria agradecer-te, Galileu,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar – que disparate, Galileu!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação -
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileu?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.

Estava agora a lembrar-me, Galileu,
daquela cena em que tu estavas centado num escabelo
e tinhas à tua frente
um guiso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.

Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se estivesse tornando um perigo
para a Humanidade
e para a civilização.

Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscava os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas – parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.

E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.

E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e escrevias
para eterna perdição da tua alma

Ai, Galileu!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo,
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andava a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilômetros por segundo.

Tu é que sabias, Galileu Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.

Por isso, estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto enacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão direta dos quadrados dos tempos.

António Gedeão

A 24 de Novembro de 1906, nasce, em Lisboa, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, professor, investigador e poeta.

Como pedagogo, foi autor de inúmeras obras de divulgação científica e, como poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão, escreveu inúmeros poemas, muitos deles imortalizados em canções que todos nós trauteamos.

Hoje é um bom dia para relembrar a sua poesia

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A 23 de Novembro de 1930, nasce, no Funchal, Ilha da Madeira, no seio de uma família judaica, Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira, ficcionista e poeta mítico da modernidade portuguesa contemporânea. Entre as suas obras destacamos A Colher na Boca (1961), Os Passos em Volta (1963), Retrato em Movimento (1967), Cobra (1977), Photomaton & Vox (1979), A Cabeça entre as Mãos (1982), Última Ciência(1988), Do Mundo (1994) e Poesia Toda (1996).

(Informação recolhida AQUI)

Vamos ouvir um pouco da sua poesia? Aí vai, “Minha cabeça estremece”:

Consultar mais AQUI.

Celebra-se hoje o Dia da Floresta Autóctone que foi estabelecido para promover a divulgação da importância da conservação das florestas naturais, apresentando-se simultaneamente como um dia mais adaptado às condições climatéricas de Portugal e Espanha para se proceder à sementeira ou plantação de árvores, alternativo ao Dia Mundial da Floresta, 21 de Março, que foi criado inicialmente para os países do Norte da Europa. A plantação de árvores no da Primavera em Portugal apresenta frequentemente um baixo sucesso associado ao aumento das temperaturas e redução das chuvas que se faz sentir com a proximidade do Verão.

Ver mais em: QUERCUS

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